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Conselho Nacional de Procuradores-Gerais - CNPG

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O artigo do jornalista Arnaldo Jabor, veiculado na rádio CBN na manhã desta terça-feira (04), foi uma crítica à tentativa de cerceamento ao poder de investigação do Ministério Público Brasileiro. O texto “Ousadia dos canalhas” lido pelo próprio autor, pode ser ouvido aqui. Abaixo segue o artigo na íntegra:

“Como disse alguém uma vez: o mundo seria melhor se os homens de bem tivesse a ousadia dos canalhas. É isso aí. Vocês estão vendo todas as roubalherias cometidas nos últimos tempos, a herança maldita que o show-man, o agora galã Lula nos deixou.

Mas, o que mais impressiona é a fúria e fome com que os sem-vergonha condenados e absolvidos lutam contra a lei. Não só a desrespeitam como querem acabar com ela.

Como sempre é o ataque sistemático conta o Ministério Público da União. Uma comissão de deputados , certamente com telhado de vidro, com culpa no cartório, com a mão nas cumbucas, aprovaram agora no dia 21 de novembro o Proposta de Emenda Constitucional número 37  que retira do Ministério Público o poder de investigar crimes, estabelecendo esse direito apenas para a Polícia Civil.

É mais uma tentativa que os democratas de pacotilha querem fazer para destruir nossa democracia. Se não fosse o Ministério Público muitos crimes de políticos, de polícia, de colarinhos branco e colarinhos azuis não teriam sido nem descobertos nem punidos. O caso ‘Mensalão’, por exemplo, não teria sido julgado. E com isso, contavam não só os ‘Dirceus’ da vida, como seus advogados e até ministros cooptados pelas bandeiras vermelhas do nosso atraso.

No ‘Mensalão’ fez parte das estratégicas da defesa levar em conta os buracos e defeitos do nosso Código de Processo Penal e pensavam ‘ah, isso aí não vai dar em nada’, ‘isso aí prescreve, ‘vão demorar para julgar’, ‘queremos mais recursos’.  

O caso pavoroso, escabroso do assassinato político de Celso Daniel não teria progredido, pois havia a tendência de se considerar aquilo, que foi uma verdadeira queima de arquivo, um assassinato, como um crime comum, cometido por um desconhecido. O Ministério Público repôs a causa em pauta e foi vitorioso. Ssó por isso já temos vários dos assassinos condenados, faltando apenas o mandante, o óbvio, o claro, o evidente mandante do crime que em breve será julgado.

Se o desejo dos traficantes da coisa pública no Congresso vencer, quem além da polícia poderá apurar crimes de maus agentes públicos federais ou civis? Resposta: ninguém. É claro que os advogados que vivem da grana negra que os ladrões lhes pagam, chiam contra os poderes de investigação do Ministério Público, alegando que a instituição se deixa levar pelos holofotes da mídia ou que são autoritários, extrapolam as suas funções, seus argumentos são minuciosamente jurídicos e de jurisprudência, apelando apenas para minúcias da Constituição.

Mas, no fundo, tudo isso é estratégia para proteger os cupins que continuam roendo nosso país por baixo. É tudo papo furado para proteger ladrão, porque a ousadia dos canalhas é eterna. A população tem de estar alerta para mais essa tentativa de arrasar com o Ministério Público, uma das poucas instituições que merecem respeito no nosso país”.

Foto: Divulgação/Internet

 

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